Governança corporativa, desafios e valores empresariais são temas da abertura do 18º Congresso Internacional da Gestão

O painel de abertura do 18º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) contou com a presença do presidente do Conselho Diretor do PGQP, Daniel Randon, do Executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Marcos Bardagi e do coordenador Geral do IBGC Capítulo Sul, Leonardo Wengrover. O evento acontece durante essa terça-feira, 5 de setembro, no Centro de Eventos da PUCRS.

O presidente do Conselho Diretor do PGQP, Daniel Randon, destacou que a busca pela qualidade deve existir em todas as esferas da organização, com o objetivo de atingir a Excelência. “Esse é o grande desafio no cenário atual. Antigamente, uma empresa quebrava só por conta do caixa. Hoje em dia, a imagem e a credibilidade da organização podem trazer os mesmos danos”, explica. O presidente da instituição destacou que a busca pela excelência na gestão contribui para a competitividade. “Que possamos continuar contribuindo para o Rio Grande do Sul evoluir”, finalizou.

Leonardo Wengrover abordou em sua participação a governança corporativa. Segundo ele, esse conceito se aplica a qualquer tipo de empresa, independente do tamanho. “Acima de tudo, é uma visão para converter princípios em recomendações claras e objetivas, para preservar e gerar valor para as organizações”, explicou Wengrover. O coordenador Geral do IBGC Capítulo Sul destacou os quatro pilares da governança corporativa: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. De acordo com o palestrante, um dos desafios a serem enfrentados pelas empresas é a questão de “ser e parecer ser”. “Não basta criar governança corporativa, também é importante que se bote esse conceito em prática”, afirmou. “Os que se aventurarem nesse caminho não serão recompensados com um final feliz, mas sim com uma jornada feliz”, finalizou o palestrante.

Para Marcos Bardagi, no cenário atual de turbulências e incertezas, as empresas que sobreviverão são as adaptáveis. “O propósito de toda a organização é entregar valor à sociedade, ou seja, transformar recursos em soluções”, declarou. Bardagi também falou sobre o MEG 21, que atua em todas as frentes das empresas, não só identificando os problemas, mas também propondo soluções. “O MEG 21 deve ser uma referência. As organizações tomam o MEG e fazem o que precisa ser feito”, explicou. O Executivo da FNQ também fez um chamamento ao público. “Eu me recuso a entregar um país assim para os
meus filhos. Não aceito as coisas do jeito que elas estão e vocês também não podem aceitar. Estamos vivendo uma bagunça política, institucional e uma falta de credibilidade. Acredito que nós é que vamos resolver isso e é isso que convoco vocês a fazerem”, finalizou.

fonte: www.qualidade-rs.org.br/